Após uma cirurgia, queimadura ou outro trauma na pele, é comum surgir a preocupação quando a cicatriz fica elevada, avermelhada ou endurecida. Nesses casos, muitas pessoas acreditam estar diante de um queloide, mas nem toda alteração cicatricial corresponde a essa condição.
O queloide e a cicatriz hipertrófica estão relacionados ao excesso de produção de colágeno durante a cicatrização. Apesar das semelhanças, apresentam características e evoluções diferentes. Entender essas diferenças é fundamental para buscar orientação adequada e adotar os cuidados mais indicados para cada caso. Entenda mais!
Queloide e cicatriz hipertrófica: entenda as principais diferenças
Embora ambas sejam alterações cicatriciais associadas ao excesso de colágeno, existem diferenças importantes entre o queloide e a cicatriz hipertrófica. Aspectos como local de crescimento, tempo de aparecimento, evolução e influência genética ajudam a diferenciar cada condição.
A tabela abaixo apresenta um resumo comparativo dos principais critérios avaliados pelos profissionais de saúde durante o diagnóstico.
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Critério |
Cicatriz hipertrófica |
Queloide |
|---|---|---|
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Extensão |
Restrita aos limites da lesão original |
Ultrapassa os limites da lesão original |
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Surgimento |
Semanas após a lesão |
Semanas ou meses após a lesão |
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Evolução |
Pode apresentar regressão gradual |
Raramente regride espontaneamente |
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Crescimento |
Limitado |
Progressivo |
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Sintomas |
Coceira, vermelhidão e repuxamento |
Coceira, dor, sensibilidade e desconforto |
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Influência genética |
Menor influência |
Forte influência genética |
Embora essa comparação facilite o entendimento, o diagnóstico definitivo deve sempre ser realizado por um profissional de saúde.
Como o excesso de colágeno influencia a cicatrização?
A cicatrização é um mecanismo natural do organismo para reparar tecidos lesionados. Durante esse processo, ocorre a produção de colágeno, proteína responsável por fornecer sustentação e resistência à pele.
Em condições normais, a produção de colágeno acontece de forma equilibrada. Porém, em algumas situações, o organismo pode produzir quantidades maiores do que o necessário, levando ao surgimento de alterações cicatriciais mais evidentes.
Fatores como predisposição genética, localização da lesão, idade, tensão sobre a pele e características individuais do organismo podem influenciar diretamente essa resposta. É justamente esse excesso de colágeno que está relacionado ao desenvolvimento tanto da cicatriz hipertrófica quanto do queloide.
O que é uma cicatriz hipertrófica?
A cicatriz hipertrófica ocorre quando há produção excessiva de colágeno durante a cicatrização, deixando a região elevada, avermelhada e mais espessa do que o esperado. Sua principal característica é permanecer restrita aos limites da lesão original, sem avançar para a pele ao redor.

Geralmente, surge nas primeiras semanas pós-operatório , queimadura ou outro trauma e pode causar sintomas como coceira, sensibilidade e sensação de repuxamento. Com o passar do tempo, muitas cicatrizes hipertróficas tendem a apresentar melhora gradual, tornando-se menos evidentes.
O que é um queloide e quem possui maior risco de desenvolvê-lo?
O queloide é uma alteração cicatricial caracterizada pelo crescimento excessivo do tecido cicatricial além dos limites da lesão original. Diferentemente da cicatriz hipertrófica, ele ultrapassa as bordas do ferimento e pode continuar crescendo mesmo após o término da cicatrização.

A predisposição genética é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de queloides. Além disso, a condição é mais frequente em pessoas com pele negra ou asiática, indivíduos entre 10 e 30 anos e em cicatrizes localizadas em regiões como tórax, ombros e lóbulos das orelhas. Por isso, pacientes com esse perfil devem ter atenção redobrada durante o processo de cicatrização.
Diferentemente da cicatriz hipertrófica, o queloide raramente apresenta regressão espontânea. Por isso, costuma exigir acompanhamento profissional para avaliação e definição da melhor abordagem para cada caso.
Sintomas mais comuns do queloide e da cicatriz hipertrófica
Tanto o queloide quanto a cicatriz hipertrófica podem apresentar sintomas semelhantes durante a cicatrização. Entre os mais comuns estão:
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Coceira (prurido);
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Sensação de repuxamento;
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Vermelhidão;
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Sensibilidade ao toque;
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Desconforto local;
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Dor em alguns casos.
Quando esses sintomas persistem ou causam desconforto significativo, é importante buscar avaliação profissional. Esses sintomas podem ocorrer devido ao processo inflamatório e à tensão exercida sobre os tecidos durante o processo de cicatrização pós-cirúrgica.
Como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento?
Diferenciar um queloide de uma cicatriz hipertrófica nem sempre é simples. Embora existam características que ajudam na identificação, como o padrão de crescimento e os limites da cicatriz, o diagnóstico deve ser realizado por um profissional de saúde.
Durante a avaliação, são considerados fatores como histórico clínico, tempo de evolução da cicatriz, localização da lesão, sintomas apresentados e possíveis antecedentes familiares. Essas informações ajudam a determinar o tipo de alteração cicatricial e a definir a melhor abordagem para cada paciente.
Após o diagnóstico, o tratamento pode variar de acordo com as características da cicatriz e os objetivos do acompanhamento. Entre os recursos utilizados estão corticosteroides, laser, crioterapia e betaterapia.
Além dessas opções, a terapia com silicone é amplamente utilizada como parte dos cuidados com a cicatrização, especialmente em pacientes com maior risco de desenvolver alterações cicatriciais.
Terapia com silicone e cuidados importantes durante a cicatrização
A terapia com silicone é uma abordagem não invasiva amplamente utilizada no acompanhamento da cicatrização. Seu uso auxilia na hidratação e proteção da região, favorecendo a maturação adequada da cicatriz.

As fitas de silicone NullScar® foram desenvolvidas para auxiliar nos cuidados com a cicatrização e integrar protocolos de acompanhamento cicatricial. Quando utilizadas conforme orientação profissional, auxiliam na prevenção de alterações cicatriciais, contribuindo para a hidratação, proteção e cuidado contínuo da pele durante a recuperação.
Além do acompanhamento profissional, alguns cuidados podem auxiliar na qualidade da cicatrização:
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Evitar a exposição solar direta sobre a cicatriz;
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Utilizar proteção solar quando indicada;
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Manter a região limpa e seca;
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Evitar atritos locais;
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Seguir corretamente as orientações médicas;
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Utilizar os recursos recomendados pelo profissional responsável.
Embora o queloide e a cicatriz hipertrófica estejam relacionados ao excesso de produção de colágeno, apresentam características e comportamentos diferentes. Enquanto a cicatriz hipertrófica permanece limitada à área original da lesão e tende a melhorar com o tempo, ultrapassa as bordas do ferimento e avança sobre áreas de pele saudável ao redor da lesão.
Ao perceber alterações na cicatrização, procure orientação profissional. O diagnóstico correto permite definir estratégias individualizadas de acompanhamento e cuidados durante todo o processo de recuperação.
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Referencias
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